Vocês conhecem cânticos de Natal… mas hoje vamos olhar para um cântico muitas vezes esquecido: o Nunc Dimittis, o cântico de Simeão, registrado em Lucas 2 e cantado na liturgia luterana, especialmente após a Ceia do Senhor.
Por que Simeão cantou? O que ele viu naquele Menino no templo? E o que nós confessamos quando cantamos: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo”? Neste vídeo, refletimos de forma devocional sobre esse cântico e sua importância na vida de culto e na nossa caminhada de fé.
O Evangelho de Lucas registra quatro cânticos: Magnificat, Benedictus, Gloria in excelsis e Nunc Dimittis. Todos apontam para a mesma realidade: o Salvador está diante de nós. Simeão, guiado pelo Espírito Santo, toma o Menino Jesus nos braços e, ao vê-lo, declara-se pronto até para morrer em paz. Ele não precisava ver milagres, sinais ou o ministério completo de Jesus. Segurando aquele Menino, ele podia dizer: “Meus olhos viram a tua salvação”.
Assim também a Igreja canta esse cântico após a Ceia. Depois de receber o corpo e o sangue de Cristo, no pão e no vinho, podemos dizer: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo”. É um cântico de fé madura, de confiança no Cristo presente, que nos dá paz para viver… e até para morrer.
A Lei nos lembra dos nossos medos e das nossas perguntas: “Até quando, Senhor? Até quando a enfermidade, o conflito, a instabilidade?”. Sozinhos, não temos segurança nem paz diante da morte. Por isso tantas vezes tentamos nos apoiar em sentimentos, experiências ou em nossa própria força.
O Evangelho, porém, nos conduz a Cristo, o Consolador de Israel, a Palavra feita carne. Em Jesus, Deus coloca a Salvação em nossos braços — para Simeão, literalmente num Menino; para nós, sacramentalmente, na Palavra, no Batismo e na Ceia. Ao recebermos Cristo, recebemos também Sua paz: podemos viver e, se o Senhor nos chamar, partir em paz, sabendo que já vimos a salvação de Deus.

